Indoor air movement acceptability and thermal confort in hot-humid climates

Autor: 
Christhina Maria Cândido
Orientador: 
Roberto Lamberts
Resumo: 

Tradicionalmente, a velocidade do ar tem sido enquadrada em termos de limites máximos admissíveis, a fim de se evitar desconforto dos usuários por correntes de ar (i.e. draft). Inúmeros autores têm proposto valores para a velocidade do ar tida como aceitável, variando de 0,50 a 2,50 m/s, sendo 0,80m/s considerada como a máxima permitida pela ASHRAE 55-2004. Em climas quentes e úmidos, no entanto, é provável que valores mais elevados sejam preferidos pelos ocupantes. Este projeto visa compreender a relevância e a aplicabilidade dos limites máximos para a a velocidade do ar, focando no conforto térmico dos ocupantes em edifícios ventilados naturalmente em climas quentes e úmidos. A metodologia se baseia em experimentos de campo, com medições das variáveis microclimáticas realizadas simultaneamente ao preenchimento de questionários pelos usuários. Duas campanhas foram desenvolvidas em faculdades de arquitetura em Maceió, localizada no nordeste brasileiro, durante o ‘inverno’ (Ago/Set) e verão (Fev/Mar), resultando em 2.075 questionários. A velocidade do ar foi investigada focando em dois valores de aceitabilidade do movimento do ar: 80 e 90%. As velocidades do ar mínimas encontradas para tal aceitabilidade foram próximas ou acima dos 0,80m/s determinado pela ASHRAE 55-2004. Os usuários apresentaram diferenças significativas na preferência e aceitabilidade do movimento do ar dependendo do seu historico térmico de exposição à ar-condicionado. Os resultados também indicaram que o incremento do movimento do ar definitivamente assume grande importância, sendo a  aceitabilidade térmica insuficiente para investigar a satisfação dos usuários. Combinar a aceitabilidade do movimento do ar e térmica se constitui em desafio a ser enfrentado em climas quentes e úmidos. Por fim, este projeto sugere um conjunto de orientações para futuras normas em edificações naturalmente ventiladas no Brasil, considerando o incremento do movimento do ar como bemvindo para o conforto térmicos dos usuários em climas quentes e úmidos.

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